Sou aquela que criastes em pensamentos, fantasia moldada , dançante... vestida de cetim ou nua, mente alucinada sentidos palpitantes. Sou aquela que dança no compasso de um silêncio, no descompasso de uma paixão . Bandida, proibida, atrevida e irresistível...



Quando a gente conhece uma pessoa, construímos uma imagem dela.

Esta imagem tem a ver com o que ela é de verdade, tem a ver com as nossas expectativas e tem muito a ver com o que ela ´vende´ de si mesma.

É pelo resultado disso tudo que nos apaixonamos.

...Se esta pessoa for bem parecida com a imagem que projetou em nós, desfazer-se deste amor, mais tarde, não será tão penoso.

Restará a saudade, talvez uma pequena mágoa, mas nada que resista por muito tempo.

No final, sobreviverão as boas lembranças.

Mas se esta pessoa ´inventou´ um personagem e você caiu na arapuca, aí, somado à dor da separação, virá um processo mais lento e sofrido: a de desconstrução daquela pessoa que você achou que era real.

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