Pensas que te acho?
Não acho.
Pensas que existe?
Não mais.
O ventou levou para a gaveta,
As caixas sujas do tempo.
Do vento?
Só resta o desejo,
De que volte de outro lado!
Que faça tempestade por fazer.
Que faça redemoinho e me convide a dançar... No meio.
Do vento, do tempo,
Perdida na saudade que sinto.
E por favor, não me peça
Para mexer na caixa, na gaveta.
Feche-a e jogue a chave no mar.
Onde as ondas...
Da vida possa recolhê-las!

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